Tenho muito medo desta necessidade minha de me fartar.
Faz-me duvidar se, independentemente da força que as relações tenham, nunca vou
deixar de chegar a um ponto em que precise de espairecer, arejar as ideias, e
talvez nunca mais voltar. Seguir em frente, um novo começo, uma nova
experiência.
Cresci. Aprendi a controlar melhor os meus impulsos, mas
ainda me pergunto porque é que continuo a valorizar tanto a opinião deles, como
se precisasse de aprovação ou de aceitação de algo que eu nem sequer quero ser.
Agradar a todos. E sei bem que isso nunca resulta.
O problema é aquela sensação de confusão, de indefinição. De
sentir que este é um começo com cada vez menos forças e vontade de fazer, com
cada vez mais memórias do passado que custam a passar. Todos aqueles
pensamentos inúteis do “ e se eu tivesse feito daquela maneira”, tudo isso.
Não vou negar que também houve algumas boas surpresas. Mas
não sei até que ponto a minha insegurança estúpida não vai tomar conta de tudo
e estragar o que, para já, parece estar a correr bem. Só que tu moras longe, e
como não sou pessoa de “relações” á distância, pelos vistos vou ter de
continuar a procurar. (Não te vou abandonar, não te preocupes. Há sempre aquela
esperança de que possas vir a ficar).
Só que esta falta de forças, esta indiferença que parece
crescer cada vez mais, não me deixa seguir em frente. E será que devia? A
verdade é que baixei as notas este ano, e se não me aplicar, talvez esteja a
prejudicar a candidatura á faculdade. Fuck it. Também, de que me adianta estar
cheio de projectos, e com um buraco tão grande por dentro? Não adianta mesmo.
Estas férias são quase inexistentes, quase nem chega a ser
uma pausa da rotina – que se tornaria muito mais suportável com alguém ao meu
lado, que me desse a confiança para deixar-me de bipolaridades e inseguranças e
quê? Ser feliz.
- misguided unicorn
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