Wednesday, February 13, 2013

abalo.

Vou escrever sobre um terramoto.
Não sobre o terramoto que senti hoje, enquanto estava sentado no conforto do meu quarto e do computador.
O verdadeiro terramoto senti-o há dois dias. Melhor, assisti a ele.
Nunca tinha parado, sequer, para pensar que podia acontecer a qualquer momento.
Tal como um sismo, escondido nas profundezas da terra e que surge sem aviso ou explicação, a morte abateu-se sobre a melhor pessoa que uma amiga minha havia conhecido. A sua avó.
E garanto que para ela, foi pior que um tremor de terra de grau 10 na escala de Richter.
Porque quando amamos uma pessoa com todas as nossas forças, ela é como um pilar, um pilar que nos segura e não nos deixa tombar.
E sem esse pilar, ficamos mais vulneráveis, sem alguém para nos aconselhar, ajudar a seguir o caminho certo e nunca ceder.
Eu sempre estive lá para que ela não tombasse. Mas aquele terramoto foi tão repentino, ninguém contava com a partida tão rápida e trágica de uma pessoa que sempre se preocupou mais com o bem dos outros do que com o seu próprio bem.
Ela sabe que eu vou estar sempre lá, para a segurar quando eclodir uma réplica, uma memória de um passado feliz em que ela estava presente e uma vontade incontrolável de querer voltar atrás.
Mas os terramotos são irreversíveis.
Não pensem, no entanto, que vamos baixar os braços. Está na altura de nos reconstruirmos com mais força, para resistirmos a qualquer catástrofe, qualquer infortúnio.
Porque ninguém sabe onde e quando será o próximo terramoto.

- misguided unicorn

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